Notícias



01.03.2016 | Economistas acreditam em contínua deterioração no mercado de trabalho


O corte de 99.694 empregos em janeiro, segundo números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apesar de ter vindo abaixo das expectativas do mercado, não altera o quadro de enfraquecimento do mercado de trabalho na avaliação do economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Camargo Rosa. "O dado vir melhor que o esperado não significa muita coisa. Na realidade, este é um dos piores janeiros desde 2009", disse, em referência ao período após o estouro da crise financeira global, em setembro de 2008. Segundo o AE Projeções, a mediana das expectativas do mercado era de corte de 141 mil vagas formais.

Em janeiro, o comércio eliminou 67.750 empregos e os serviços, 17.159, liderando os cortes. Indústria e construção civil aparecem em seguida, com 16.553 e 2.588, respectivamente. Para Camargo Rosa, este é um claro sinal de que o ajuste no emprego feito na indústria pode estar chegando ao fim. "A indústria saiu na frente nas demissões e já não tem muito mais onde cortar. Por outro lado, o comércio e os serviços ainda têm alguma gordura e estão sentindo os impactos da recessão econômica", afirmou.

Pelos cálculos do especialista, se a tendência dos últimos meses se mantiver, o Brasil perderá 1,9 milhão de empregos formais neste ano. "Não vejo nada no quadro econômico que possa trazer alguma sinal de alívio para o mercado de trabalho", afirmou o economista-chefe da SulAmérica Investimentos. Em 2015, as demissões totalizaram 1,542 milhão.
 
Fonte: Paraná Online